sexta-feira, 30 de março de 2012

Doutrina do Perdão


PERDÃO

     “O perdão é a total remissão de pena; indulto; meio da graça através do qual o pecador arrependido tem as suas faltas perdoadas mediante os méritos de Cristo, (Rm 4.7; I Jo 1.9)”.



O perdão sacrificial de Jesus nos isenta de toda culpa? Quando?

     O perdão de Cristo através do sacrifício no madeiro nos outorga plenamente a reconciliação e isenção de qualquer culpa e tipo de pecado, nos livra legalmente das suas consequências físicas e espirituais, no entanto, não nos isenta de culpas posteriores ou futuras; senão, faremos uma comparação entre o juízo divino e o Juízo dos homens, imagine a seguinte situação: Um assassino mata alguém, de repente policiais introduzem o criminoso na presença dos oficiais de justiça, mas acontece que o réu recorre a um excelente Advogado, feito o pedido, o advogado advoga a causa e vence-a, mesmo tendo conhecimento do crime cometido consegue declarar o réu inocente, ou simplesmente o réu pode pagar certa quantia exigida em dinheiro e então é liberado das suas consequências legais de julgamento criminal. O criminoso recebe a liberdade e remissão total de pena criminal, mas, apesar do veredito de inocência e liberdade, volta a novamente cometer os mesmos delitos deliberadamente; pensando nisso, responda a seguinte pergunta: O criminoso ainda deve ser declarado inocente apenas pelo simples fato de ter sido declarado inocente quando praticou o primeiro crime, ou deve pagar pelo segundo crime? O perdão só pode ser concedido apenas no momento da ação da culpa ou depois da culpa, não existe perdão quando ainda não houve a pratica ou ação de delito, a Bíblia diz que somos por nascimento pecadores, o pecado é separação entre o homem e Deus, então é por isso que Jesus exorta para buscarmos a conversão diária, arrependimento, jejuns, oração em todo tempo e a santificação, somos exortados a vigiar a todo tempo para a salvação.
     O perdão sacrificial de Jesus isenta o homem apenas quando suas culpas são confessadas.

Jesus limpa e tira todos os nossos pecados, mas é preciso arrependimento e conversão diária.

     Os méritos de Cristo são reais, o perdão de Cristo é uma das Bem-aventuranças do Evangelho (Rm 4.7), isso é verdadeiramente concedido através da justiça de Cristo (1 Jo 1.9), Jesus realmente tem o poder de nos livrar de todo pecado, sejam do passado, do presente ou do futuro, mas pra isso é preciso que tenhamos a firme confissão da fé que é a busca e perseverança por santificação e arrependimento, sem a qual ninguém pode ver o reino de Deus. Deus é capaz de tirar todo o nosso pecado, mas isso só acontece quando fazemos confissões a Cristo, primeiro acontece a pratica do erro, só então o perdão pode ser concedido, é nesse momento que o nosso pecado é coberto, (Rm. 3:25; I Jo 2:12).
     O perdão de Deus, é a capacitação dada por Ele mesmo ao homem para a obra da salvação, sem esse continuo perdão cumpre-se a profecia de (Mt. 7:23; Tg. 3:6; I Jo. 3:4). Isso não fere o caráter da santidade de Deus, pois Deus mesmo foi quem nos deu o Livre-Arbítrio, alguém pode perfeitamente se transviar e recusar o presente da graça enveredando-se por outro caminho.                     É certo que sumo sacerdote fazia propiciação pelos pecados apenas uma vez por ano e o povo era perdoado, mas isso não isentava da necessidade de sacrificar novamente nos próximos anos. Se um sacrifício único de animal cobrisse todos os pecados do povo, o sumo sacerdote não precisaria sacrificar novamente pelo pecado do povo no ano seguinte, a morte de apenas um único animal seria o suficiente, já a morte de Cristo apenas acabou com a necessidade de haver ofertas de sacrifícios contínuos de animais, porém isso não significa que os pecados presentes já estão perdoados antes de confessá-los, mas, uma referencia que se pode ter confiança e encontrar o perdão para os pecados futuros por meio de um único sacrifício feito por Cristo, isso ocorre apenas mediante a pratica do pecado e subsequentemente um coração de arrependimento. Em suma, o sacrifício de Cristo foi único, suficiente e substituidor, mas sua suficiência é garantida apenas quando o individuo pecada e conscientemente faz confissão de pecado por meio do arrependimento, só depois desse momento é que o crente vai passar a ter uma certeza de perdão daquele fato e momento. Pecado, Arrependimento e Perdão é Fato e Momento!
     Em (Cl 2:13 e I Jo 2:12), Jesus nos deu vida juntamente com Ele, esse fato só foi possível quando ele nos perdoou dos nossos delitos, Jesus nos perdoou e deu vida, mas não nos isentou completamente da presença do pecado, não recebemos um corpo glorificado, no entanto, se cometemos pecado, voltamos à última situação onde o corpo está morto em delitos, Jesus só nos deu vida porque nos perdoou, mas se voltarmos aos delitos, estaremos novamente mortos pra Cristo e necessitaremos novamente do seu perdão para conciliar ambos em uma só carne e espírito e revalidar a palavra de Cristo, é as nossas transgressões que nos faz mortos para Deus, no entanto a Bíblia nos deixa claro que muitos se enveredam por caminhos errados e desprezam a perseverança na doutrina. Jesus morreu, nossos pecados já foram perdoados, mas podemos voltar a praticá-los.

E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. (Lc. 9:62)

A mulher de Ló é um clássico exemplo da confirmação desse texto, a mulher de Ló era temente a Deus, pois também havia deixado a cidade por ordem de Ló e do Senhor, mas ela olhou pra trás e lançou mão do arado, assim perdeu a sua salvação, tornou-se uma estátua de sal, a verdade é que ninguém pode servir a dois senhores. Nos tornamos aptos para o reino de Deus apenas quando não nos desviamos para as coisas do mundo e da carne.

É possível alguém ser salvo, crente e ainda pecar, a bíblia deixa claro isso:

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. (Mateus 26:41)

Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. (I Coríntios 10:12)

As transgressões passadas já foram perdoadas, as transgressões presentes estão sendo confessadas e perdoadas, mas, as transgressões futuras ainda são futuras e ainda não foram consumadas!
                   
     


         

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